Blue Note Rio terá tributo à Motown

O Blue Note Rio receberá, na noite de 2 de novembro, o Motown Classics Tributo, com a banda carioca Go Black. O tributo abrangerá a fase clássica da Tamla-Motown, gravadora criada por Barry Gordy no fim dos anos 1950, que foi casa de artistas como Marvin Gaye, Diana Ross, The Marvelettes, Jackson 5 e Stevie Wonder, apenas para mencionar alguns nomes. A Motown foi fundamental para a consolidação da black music nos anos 1960 e de suas vertentes, como o soul e o R&B, nos anos subsequentes.

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Disponível no perfil do Blue Note Rio no Facebook

Receptor de shows de artistas nacionais, como Ed Motta, e internacionais, como Chick Corea e sua Elektric Band, o Blue Note é o clube de jazz de maior renome no estado do Rio, buscando resgatar o ambiente boêmio dos clubes de jazz norte-americanos, principalmente de New Orleans, cidade considerada o berço do gênero. O nome da casa é uma homenagem ao maior selo musical de jazz, a Blue Note, responsável pelo lançamento do primeiro disco solo de Herbie Hancock, Takin’ off, entre outros.

O tributo à Motown será dia 2 de novembro, às 22:30 horas, e os ingressos estão à venda no site do Blue Note Rio.

Orquestra Johann Sebastian Rio toca Amy Winehouse, em 31 de outubro

A união do erudito com outros diversos estilos parece não ter fim; e ainda bem. Depois da confirmação de que a Orquestra Sinfônica Petrobras tocará na íntegra o clássico The Dark side of the moon, do Pink Floyd, e hinos do cancioneiro popular nordestino, com participação de Lucy Alves, agora é a vez de a Orquestra Johann Sebastian Rio apresentar, no Teatro Riachuelo, o espetáculo Orquestra Johann Sebastian Rio toca Amy, em 31 de outubro.

O musical terá como repertório canções do ícone pop e soul Amy Winehouse, que faleceu em 2011, aos 27 anos. Será uma espécie de tributo à cantora, prestado por 20 instrumentistas. De acordo com a página do Teatro Riachuelo, serão tocadas canções como “Rehab”, “Back to black” e “Valerie”, com arranjos de Marcelo Caldi, Jessé Sadoc, Ivan Zandonade e Alexandre Caldi. Ao que tudo indica, um setlist que agradará fãs e não fãs de Amy Winehouse.

Amy

Disponível no site do Teatro Riachuelo Rio

A Orquestra Johann Sebastian Rio se tornou popular em 2014, quando se lançou nas redes com um videoclipe em que tocavam Vivaldi, e desde então passaram a se apresentar em casas conhecidas no Rio de Janeiro, como o Theatro Municipal. O espetáculo Orquestra Johann Sebastian Rio toca Amy tem direção artística de Felipe Prazeres, e os músicos são oriundos de variadas orquestras do Rio de Janeiro.

O valor dos ingressos varia entre R$ 25,00 E R$ 100,00, e eles podem ser adquiridos no site Ingresso Rápido (sujeito à taxa de conveniência), na loja Riachuelo Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 321) e no local do espetáculo; nos dois últimos locais, a compra dos ingressos não requer taxa de conveniência.  O espetáculo terá início às 20 horas do dia 31 de outubro, e a classificação é livre. O Teatro Riachuelo fica na Rua do Passeio, 40 – Cinelândia. Para maiores informações, acesse o site  do Teatro Riachuelo Rio.

 

 

“Rust in peace”, do Megadeth, será relançado em vinil de 180 gramas

O Megadeth anunciou, em seu perfil oficial no Instagram, que vai relançar uma edição limitada de Rust in peace em vinil de 180 gramas. O disco terá cor azul translúcida, fazendo referência à capa do álbum. Ainda não se sabe, contudo, por meios oficiais, qual será a tiragem máxima do disco.

Megadeth Vinyl

Imagem disponível no site The sound of vinyl

Essa reedição de Rust in peace tem previsão de lançamento para 28 de setembro, quatro dias depois de seu lançamento oficial em 1990. O álbum já está em pré-venda no site The sound of vinyl, custando 25 libras.

O Megadeth está em comemoração de seus 35 anos de carreira, conforme se pode ver em suas redes sociais, e a reedição de Rust in peace é um presente aos fãs e colecionadores de LPs.

Angra fará show na Fundição Progresso em 23 de novembro

O Angra voltará aos palcos do Rio de Janeiro, dessa vez na Fundição Progresso. Depois de ter passado pelo Circo Voador no fim de maio para a divulgação de Omni, disco lançado em fevereiro de 2018, a banda fará pelo menos cinco shows no Brasil ainda este ano, segundo publicações em suas redes sociais.

Angra RJ

Disponível no perfil do Angra no Facebook

show ocorrerá dia 23 de novembro na Fundição Progresso, mas ainda não há informações de venda e horário no site EV7, organizadora do evento também em Juiz de Fora e Belo Horizonte. Além do Angra, tocarão Massacration e Tuatha de Danann, o que é garantia de uma noite com muito heavy metal.

Para maiores informações, acesse as páginas do Angra no Facebook e no Instagram, ou ainda acesse www.ev7live.com.br/angra.

 

Destruction sobe ao palco do Teatro Odisseia, em 18 de setembro

Para não esquecer: os alemães do Destruction sobem ao palco do Teatro Odisseia em 18 de setembro, às 21 horas. Os ingressos custam R$ 240, mas é possível adquiri-los pelo valor de meia, nas categorias de estudante e solidária; nesta, deve-se levar 1 kg de alimento não perecível ao local do show, que deve ser entregue logo na entrada.

O Destruction integra o Big Teutonic 4, o Big 4 alemão, ao lado de Tankard, Sodom e Kreator, três colossos do heavy metal mundial. À semelhança do Big 4 americano (Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax), as bandas do Teutonic 4 também têm como bandeira o thrash metal, estando sempre abertas a renovações, mas se mantendo sempre fiel à essência do gênero.

Destruction

Disponível na página do Overload no Facebook

Os portões do Teatro Odisseia abrem às 19 horas no dia 18 de setembro, e os ingressos podem ser comprados no site Clube do ingresso. O “Latin Attack” é uma excelente oportunidade para ver estes ícones que fizeram a história do metal mundial. O Teatro Odisseia fica na Av. Mem de Sá, 66 – Lapa, e os ingressos também podem ser adquiridos em lojas físicas – loja Scheherazade, na Tijuca (Av. Conde de Bonfim, 346, 2º piso); e loja Sempre Música, no Catete (Rua Corrêa Dutra, 99, loja 216).

Novo álbum do Greta Van Fleet sai em 19 de outubro

Anhtem of the peaceful army, o novo disco do Greta Van Fleet, será lançado em 19 de outubro deste ano. O álbum já está disponível para pré-venda no site da banda, no formatos CD e vinil. A notícia foi divulgada no perfil do Greta Van Fleet no Facebook, mas já havia rumores desse lançamento antes mesmo da publicação oficial, visto que mês passado a banda lançou “When the curtain falls”, sua nova single.

Este será o primeiro full-lenght da banda, ao contrário do que muitos podem pensar, pois From the fires é, na verdade, uma compilação das faixas dos dois primeiros EPs do Greta Van Fleet, em que estão “Highway tune” e “Safari song”, canções que os fizeram ser comparados ao Led Zeppelin em razão de sua sonoridade setentista e principalmente pela forma como canta Josh Kiszka, o vocalista, que guarda muitas similaridades com Robert Plant. No site da banda, uma novidade: além de “When the curtain falls”, é possível ouvir 30 segundos de “Watching over”, faixa nova que fará parte do novo disco.

Greta Van Fleet

Capa de Anthem of the peaceful army, disponível no perfil da banda

O álbum será composto das seguintes faixas, conforme consta no site da banda:

  1. Age of Man
  2. The Cold Wind
  3. When The Curtain Falls
  4. Watching Over
  5. Lover Leaver (Taker Believer)
  6. You’re The One
  7. The New Day
  8. Mountain of the Sun
  9. Brave New World
  10. Anthem

“Simulation theory”, novo disco do Muse, será lançado em 9 de novembro

O novo disco do Muse já tem data para ser lançado: Simulation theory vem a público em 9 de novembro e já está em pré-venda tanto na loja oficial da banda quanto na Amazon.

Segundo informações disponíveis na página do Muse no Facebook e em seu site oficial, o álbum terá três versões para compra: a versão simples, com 11 faixas; a versão deluxe, com as 11 faixas + 5 extras; e a versão superdeluxe, com 21 faixas no total.

Imagem retirada do perfil do Muse no Facebook

Uma das faixas do disco, “The dark side”, teve clipe lançado hoje, 30 de agosto, no YouTube. Está disponível no canal do Muse.

Simulation theory será o oitavo disco de estúdio do Muse, cujo último disco foi Drones, lançado em 2015.

Lançamento do livro “Discobiografia Mutante”, dia 31 de agosto

O sebo Baratos da Ribeiro, referência na zona sul do Rio de Janeiro, recebe na próxima sexta-feira, dia 31 de agosto, o lançamento do livro Discobiografia Mutante: álbuns que revolucionaram a música brasileira, a nova e rica obra de Chris Fuscaldo, “escritora, cantautora, jornalista e blogueira”, segundo consta em sua webpage. Fuscaldo é também autora de Discobiografia Legionária, obra publicada pela editora Leya que tem como material de base os discos do Legião Urbana.

Discobiografia mutante

Disponível em: https://www.catarse.me/

Discobiografia Mutante é resultado de pesquisa iniciada em 2002 por Chris Fuscaldo a respeito de bastidores, importância e histórias até então pouco ou nada contadas da carreira dos Mutantes, banda de rock importantíssima para a contracultura no Brasil, que teve como principais integrantes Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e cujo primeiro disco completa 50 anos em 2018. O livro é fruto de financiamento coletivo por meio da plataforma Catarse, uma das maiores em termos de crowdfounding. Isso demonstra o poder que esses recursos podem ter no que diz respeito ao financiamento cultural e independente de obras musicais, literárias e artísticas de variados gêneros.

A autora não só lançará o livro, como também estará disponível para bate-papo e autógrafos. O evento começa às 19 horas, mas é recomendável que se chegue antes, pois é sempre válido dar uma garimpada nos CDs, LPs e livros à venda nos caixotes e prateleiras da Baratos, dos quais muitos estão a preço de saldo.

O sebo Baratos da Ribeiro, no qual costuma haver eventos culturais toda semana, como conversas temáticas e o Clube do Vinil (capitaneado pelo DJ e gerente Maurício Gouveia), fica na Rua Paulino Fernandes, 15 – Botafogo.

Noise Festival, em 14 de setembro, recebe bandas de rock autorais

O Buffalos Bar, localizado no Méier, vai receber o Noise Festival, dia 14 de setembro. O evento será organizado pela Stark Produções. O bar, referência dos headbangers no subúrbio do Rio e no qual costumam ocorrer shows de excelentes bandas cover, como a Doomship (cover de Black Sabbath, mas com um trabalho autoral maravilhoso – Songs about mayhem and other fun stuff, de 2018), dessa vez recebe grandes nomes da cena underground e autoral do rock carioca: Circus Rock, The Ocean Revives, Amsterdan, Troá e Monophonia.

O Buffalos Bar está situado na Rua Arquias Cordeiro, 316, Méier. O evento começa às
21 horas, e o valor da entrada é R$ 15,00. Para maiores informações, acesse a página do Buffalos ou da Stark Produções no Facebook. Em tempos nos quais receber novas bandas muitas vezes requer muita burocracia, e na iminência de algumas casas fecharem suas portas a esses eventos, é sempre uma boa pedida apoiar as novas gerações do rock no Brasil, visto que elas têm buscado sempre alternativas com vistas a realizar bons eventos para o público.

Para repensar o grunge

Em 1991, neste mesmo dia 27 de agosto, o Pearl Jam deu à luz o seu “petardebut”, Ten, que de certa forma definiu as bases daquele subgênero gestado na tão famosa Seattle e que sobrevive ainda nos dias de hoje: o grunge. Que fique claro que tal termo foi cunhado pela mídia a partir da expressão grungy, que significa “sujo”. Mais do que uma referência ao som feito por Soundgarden, Alice in chains, Temple of the dog e Stone temple pilots, o termo fazia referência também ao modo de se vestir e viver dos músicos que compunham tais bandas, cujas principais características passaram a ser os cabelos desgrenhados, as blusas xadrez flaneladas e as jeans rasgadas.

Ten

Disponível em: https://www.discogs.com/

O aniversário de Ten e o lançamento, neste ano, de Stone temple pilots, do grupo de mesmo nome, e de Rainier fog, do Alice in chains, são bons pontos de partida para se repensar este subgênero, o grunge, que foi tão importante para a juventude dos anos 1990. Você deve ter reparado que até agora o Nirvana (talvez o maior nome da estética em questão) não foi mencionado. Pois é; é proposital. É provável que fãs xiitas me ofendam, mas a meu ver o trio composto por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic é o menos grunge de todos os grupos que compõem a cena. Algumas questões técnicas ajudam a compreender esse rompimento; na verdade, tais questões enquadrariam facilmente o Nirvana em outro movimento: o punk londrino da virada dos anos 1970 para 1980. Não é para menos; duas das influências mais importantes de Cobain são o Clash e o Pistols, e isso pode ser comprovado no documentário Montage of heck, que trata da vida de Kurt, desde sua infância, passando por sua adolescência conturbada, até sua curta juventude. E como bom fã de punk, Cobain se valeu da estética simples e pouco trabalhada que teve o objetivo de contestar a harmonia complexa e rica do hard rock e do rock progressivo, que começaram a entrar em declínio no fim dos anos 70. Talvez por isso eu ache que o Nirvana pouco ou nada tem a ver com o grunge, a não ser a indumentária.

Bleach, de 1989, traz em si um som absurdamente sujo, agressivo e gritado, que veio a influenciar muitas bandas de hardcore e do próprio punk que surgiram depois desse período, o que evidencia, mais uma vez, o ciclo punk-Nirvana-punk. Somente em Nevermind, o divisor de águas na carreira da banda, lançado no mesmo ano que Ten, é que o Nirvana começou a desenvolver um som mais “agradável”, com algumas arestas aparadas e como uma tentativa de aliar solos de guitarra melódicos às simplistas sequências de acordes das canções que compõem o disco, reafirmativas das influências londrinas.

Ora, desde seu primeiro disco e até o último o Alice in chains sempre contou com a genialidade harmônica e melódica de Jerry Cantrell. Inclusive, o unplugged do grupo é um dos mais bem-quistos pelos fãs, para alguns é o melhor de todos os MTV Unpluggeds. Em todos os discos da banda é possível notar músicas bem trabalhadas, bem pensadas e com uma sonoridade ao mesmo tempo pesada e limpa. Situação semelhante ocorria com o Soundgarden, que tinha em Chris Cornell o modelo de frontman ideal, visto que cantava e tocava muito bem. Em termos gerais, as bandas ditas grunge, à exceção do Nirvana, sempre tiveram preocupação de fazer um som bem feito, compreensível, que aliasse as indagações líricas e inquietações à sonoridade encorpada que transitava entre o hard rock, o heavy metal e o stoner metal.

O Nirvana foi um fenômeno, e isso é inquestionável, a despeito das críticas à (duvidosa) qualidade da banda. A grande questão é que o grunge é um subgênero que está para além do que o Nirvana representou para a cultura pop (ou poderíamos dizer que o Nirvana esteve e está além do rótulo grunge). O Nirvana foi um fenômeno popular à semelhança do que representa a atual banda seu ex-baterista, o Foo Fighters, no que tange a mover multidões. Não deveriam ter feito a besteira de criar rótulos.

Heck

Disponível em: https://www.amazon.co.uk/

Para aqueles que quiserem compreender com maior profundidade essa ideia que proponho, sugiro que assistam ao documentário que mencionei, Montage of heck. Há entrevistas riquíssimas que ajudam a entender com maior clareza a conturbada vida de Kurt Cobain, com comentários de pessoas que o acompanharam em boa parte de sua vida, com o Krist Novoselic e Courtney Love.

Em tempo, convido-os a ouvirem novamente (ou pela primeira vez, caso não o tenham ouvido) o aniversariante do dia; Ten agrupa grandes sucessos da carreira do Pearl Jam. É um dos mais incríveis álbuns de estreia, de uma das bandas mais relevantes para o rock mundial.