5 lugares para comprar discos, CDs e DVDs no Rio de Janeiro

Não é novidade para ninguém o fato de que a vida cultural do Rio é bastante agitada e diversificada. Tem lazer pra qualquer um, seja turista ou morador da cidade, e os sebos e lojas especializadas em mídia física de modo geral integram esse circuito cultural tão vasto. Neste post, serão listados 5 lugares nos quais se pode adquirir itens de música em mídia física para além das grandes lojas do varejo, que na verdade parecem oferecer mais empecilhos à compra desses produtos do que facilidades.

1. Sebo do Natal, em Botafogo

Quem salta da estação Botafogo do metrô na Rua Nelson Mandela já deve ter reparado que o comércio ali é bem agitado; há diversos boxes nos quais se vendem produtos eletrônicos, lanches e bebidas, e além destes existe um bem especial: o sebo do seu Natal. Na verdade, ele ocupa dois pontos da rua, um box e um trailer, no qual são expostos livros variados e principalmente CDs e DVDs de filmes e shows.

NatalOs livros no trailer do seu Natal

É sempre bom dar uma olhada na banquinha de CDs que costuma ser montada em frente ao trailer, pois de vez em quando aparecem ótimos itens que são vendidos a preços bem baratos e estão em ótima qualidade. Alguns carecem de uma limpeza bem simples, mas nada que prejudique a audição ou mesmo a mídia do produto. Quase a metade dos CDs de minha coleção foi adquirida no sebo do Natal, e garanto que todos funcionam perfeitamente. Se o dia for de sorte, até dá pra descolar uns importados por módicos R$ 5,00. Além disso, sempre tente negociar um preço razoável; seu Natal adora uma boa conversa e, dependendo do item, ele dá um desconto bacana. Lá também são vendidos LPs ocasionalmente, mas não é a especialidade do sebo.

2. Baratos da Ribeiro, em Botafogo

Eu sei, a Rua Barata Ribeiro fica em Copacabana, e na realidade a Baratos da Ribeiro também se localizava lá há alguns anos. Contudo, o sebo mudou de endereço para a Rua Paulino Fernandes, nº 15, em Botafogo, próxima da estação Botafogo do metrô. É um dos sebos mais bacanas da Zona Sul do Rio de Janeiro e uma concorrência fortíssima para a Livraria da Travessa de Botafogo, que fica a pouquíssimos quilômetros de distância.

Sebo Baratos Rio de JaneiroEntrada do sebo Baratos da Ribeiro

Na Baratos da Ribeiro tem de tudo: livros, quadrinhos, revistas, CDs, DVDs e LPs, todos em ótimo estado e uma variedade bem grande de gêneros e estilos. À esquerda do caixa, há uma salinha com porta de vidro na qual estão basicamente todos os itens sobre música do sebo; incluem-se livros biográficos de artistas, discos de vinil de estilos diversos, como jazzrock, MPB e blues, DVDs de filmes e shows, além de discos compactos de muitos artistas. Nesta sala, encontram-se itens para todos os gostos e para todos os bolsos; há LPs que custam preços razoáveis, mas em contrapartida, a depender do disco, o preço sobre um pouco. Se estiver procurando por promoções, na sala à direita do caixa há alguns caixotes nos quais estão LPs nas faixas de R$ 10,00 e R$ 15,00. Sei que nem tudo pode agradar na baciada, mas com a paciência do garimpeiro certamente pelo menos um item dá pra levar.

3. Feira do Lavradio, no Centro do Rio

A Feira do Lavradio, ou Feira do Rio Antigo, acontece em todo primeiro sábado de cada mês na Rua do Lavradio, no Centro do Rio. É uma feira multicultural bastante diversificada, que se estende por alguns quilômetros de barraquinhas e expositores ao ar livre. No meio de tantas banquinhas de antiguidades ou de itens artesanais e personalizados, há algumas barracas especializadas em discos de vinil e CDs que atraem pela variedade de itens à venda.

FEIRA-DO-LAVRADIO_JOSIMAR-OLIVEIRA_STUDIO-PRIME-1121Feira do Lavradio, ou Feira do Rio Antigo

Os preços são acessíveis, e a compra dos itens de música é quase uma coroação por todo o aproveitamento da feira, que oferece tudo de mais bacana da cultura carioca, como música ao vivo, cerveja gelada, bons encontros e diversão. Não é possível precisar o ponto exato em que essas vendas de discos se encontram, então a procura vai demandar tempo e também paciência; garanto que não haverá arrependimentos.

4. Livraria Berinjela, no Centro do Rio

Localizada na movimentadíssima Avenida Rio Branco, importantíssima para o tráfego no Centro da cidade, a livraria Berinjela é na verdade um sebo bem diverso, com ótimos títulos tanto em literatura quanto em itens de música. Os preços são muito acessíveis, e há álbuns para todos os gostos, de clássico a BRock, tanto em CD quanto em vinil. Também há muitos DVDs de show na livraria, alguns até novíssimos e custando mais barato do que nas grandes lojas do varejo.

BerinjelaLivraria Berinjela, na Avenida Rio Branco nº 185 – Loja 10

É verdade que o Centro do Rio é um oásis para colecionadores, com sebos e lojas especializadas espalhadas por toda parte, mas eu recomendo a livraria Berinjela sem pestanejar. Além disso, em frente está localizada nada menos do que a Livraria Da Vinci, que volta e meia também surpreende com algumas promoções nos livros. Para quem gosta de MPB, há bastante coisa da Biscoito Fino na Da Vinci, um selo bastante adorado pelos fãs. Sério, não perde.

5. Galeria 346, na Tijuca

Localizada no coração comercial da Tijuca, a Rua Conde de Bonfim, a Galeria 346 esconde verdadeiras pérolas em seu segundo piso: a Darklands, a Sheherazade e a Headbanger, três clássicas lojas de discos com tudo de melhor que pode existir em termos de rock and roll. Das três, a que cobra mais caro nos vinis é a Headbanger, que só coloca em preços amigáveis os CDs e DVDs, além de revistas e zines. Apesar disso, a loja é um absurdo; com rock tocando o tempo todo, dá pra ficar lá dentro sem nem sentir a hora passar, trocando bastante ideia com os funcionários da loja e transeuntes que por lá passam. Pra quem não vai comprar, só de poder tocar em certos itens já vale a pena; é bem melhor conferir algumas informação sobre o Festival Pop de Monterey lendo o verso do DVD do que ler algumas coisas avulsas na internet, não é verdade?

HeadbangerFachada da Headbanger

A Darklands e a Sheherazade cobram preços mais amigáveis em alguns discos de vinil; na Darklands, por exemplo, já encontrei o Pictures at an exhibition, do Emerson, Lake & Palmer ao preço inacreditável de R$ 10,00; bem, pela obra que representa, acredito ser um preço bem baixo, até porque discos de progressivo não costumam custar barato. Já na Sheherazade, já encontrei o Blackout, do Scorpions, a R$ 25,00, e me lamentei demais por não ter um toca-discos na época. As três lojas trabalham com bastante variedade de rock, mais do que qualquer outra loja no Rio, e por isso estão entre as minhas favoritas.

Se você é do Rio, mas não sabe onde procurar novos itens por preços justos, ou é um visitante de outro estado e quer saber onde se aventurar no “garimpo”, espero que essas dicas sejam úteis. Obviamente há outros lugares tão bacanas quanto os que listei aqui, mas acredito que pontos de partida são sempre bem-vindos. Boas compras!

 

 

Resenha – “The Whippoorwill”, Blackberry Smoke

Chegamos a 2019 com pelo menos uma certeza: aqueles que gostam de música em algum momento vão ouvir que o rock morreu, ou que rock bom era aquele tocado nos anos 1980, ou afirmações semelhantes. Constatações desse tipo são tristes porque de certa forma menosprezam uma série de bons artistas, sejam solo ou em bandas, que surgiram nos anos 2000 representando o gênero mencionado, isto é, o rock em suas variadas vertentes. Um dos nomes mais prolíficos dessa geração, a meu ver, é o Blackberry Smoke, grupo formado em Atlanta – Geórgia no início deste milênio. Com um southern rock característico da região de origem da banda, o Smoke tem nove álbuns em sua discografia, contando bootlegs e EPs. Vamos falar aqui a respeito do terceiro, The whippoorwill, de 2012.

blackberry

Não posso deixar de mencionar que, sem dúvidas, The whippoorwill é um dos melhores álbuns de rock produzidos de dez anos para cá que já ouvi. Bem produzido, o disco possibilita uma viagem ao que de melhor já foi feito em termos de southern rock, sem, no entanto, excluir a qualidade artística e a inventividade do Blackberry Smoke em cada uma das 13 faixas. “Six ways to sunday”, a primeira, abre o disco com um riff que remete bem à sonoridade de bandas setentistas como o Lynyrd Skynyrd e The Outlaws, o que é ratificado pelas linhas maravilhosas de piano, que abrilhantam toda a canção, tal como podemos ouvir em “Sweet home alabama”, do Skynyrd. Aliás, um dos elementos que mais marcam em The whippoorwill é justamente o plus dos pianos e órgãos em todas as faixas, algumas das quais eles têm maior destaque em razão dos solos (“Everybody knows she mine” e “Crimson moon”). Brandon Still, o tecladista, capturou bem a ambiência dos saloons texanos (honky-tonk) do imaginário popular, nos quais bebuns cantam e se divertem ao som do piano.

Charlie Starr, vocalista e guitarrista solo, apresenta um timbre de voz marcante, acompanhado por Paul Jackson nas guitarras e nos vocais de apoio. Em todas as músicas do disco as linhas vocais são ótimas, com variações e dobras de vozes, elemento característico do rock sulista norte-americano. Os solos de guitarra de Starr também são muito criativos e muitas vezes fogem do padrão bluesyrock and roll que são marcantes no grupo. Isso é possibilitado, entre outros fatores, pela riqueza harmônica das canções, que não se limitam a acordes maiores com sétima menor com base em escalas pentatônicas, muito usados no blues e no rock setentista.

Vale destacar dois elementos muito criativos em The whippoorwill. O primeiro deles é a presença de um banjo na canção “Leave a scar”, que se inicia com riff bem marcante de rock an roll. Nesse caso, o banjo contribuiu ainda mais para imprimir uma sonoridade country ao som, lembrando muito as canções do grupo curitibano Hillbilly Rawride, o que não necessariamente representa uma influência direta de um sobre outro. Ainda nesta canção, há um jogo muito interessante entre as duas guitarras na ponte que antecede o solo de guitarra, “chamado” por um assobio; neste trecho, enquanto uma das guitarras marca com stacatto os acordes, a outra a acompanha fazendo os mesmos acordes soarem. O segundo elemento que chamou a atenção em todo o disco diz respeito à faixa “Ain’t got the blues”, que certamente agradará aos fãs do som analógico. A música começa como se um toca discos estivesse lendo um LP ligeiramente empoeirado, com aquele famoso chiado que agrada a alguns e é motivo de raiva para outros. A sonoridade vintage é certamente uma novidade em se tratando de bandas atuais, pois, apesar de muitas preferirem suas gravações com aparelhagem analógica, nem todas conseguem imprimir um approach setentista ou oitentistaAlém disso, “Ain’t got the blues” tem uma harmonia bem rica, com ótimos licks de blues, além do uso do slide nos solos de violão.

A dinâmica bluesy é também um elemento muito bem empregado em The whippoorwill; as variações de dinâmica entre as estrofes e o refrão de “Lucky seven” são bem marcantes, a ponto de fazer o ouvinte imaginar que a canção continuará forte depois do refrão. O que ocorre, contudo, é uma mudança brusca de dinâmica, que deixa a canção mais soft nas estrofes, com ótimas linhas de piano blues.

Há duas baladas no disco: “One horse town”, faixa que ganhou uma versão acústica maravilhosa da banda (vídeo abaixo), e “Up the road”, canção que fecha o disco e é conduzida muito bem pelo piano. Pode-se até dizer que The whippoorwill tem um apelo comercial, talvez até um pouco maior que os demais álbuns da discografia, mas em nada perde em qualidade, técnica e composição.

O Blackberry Smoke em nenhum momento esconde suas influências: o southern rock do Lynyrd Skynyrd, o rock and roll texano do ZZ Top em faixas como “Shakin’ hands with the Holy Ghost” e mesmo o hard rock setentista de bandas como Deep Purple são o norteador do grupo, que ainda agrega elementos do blues e do country sem, no entanto, deixar o som datado. É uma excelente porta de entrada ao southern rock e, além de tudo, uma ótima oportunidade de conhecer uma das mais criativas bandas de rock dos anos 2000.

Faixas:

1 – Six ways to sunday

2 – Pretty little lie

3 – Everybody knows she mine

4 – One horse town

5 – Ain’t much left of me

6 – The whippoorwill

7 – Lucky seven

8 – Leave a scar

9 – Crimson moon

10 – Ain’t got the blues

11 – Sleeping dogs

12 – Shakin’ hands with the Holy Ghost

13 – Up the road

 

 

 

“Piano odyssey”, novo disco de Rick Wakeman, será lançado em 14 de outubro

O mago das teclas está de volta! Em 14 de outubro será lançado o novo disco de Rick Wakeman, Piano odyssey. Ontem, 14 de setembro, foi liberada uma single do álbum nas plataformas de streaming; trata-se de “Cyril wolverine”, faixa em que é possível notar belos arranjos orquestrados, elaborados pelo próprio Wakeman, que acompanham o approach clássico tão peculiar de seu piano.

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Disponível no site rrwc.com

Piano odyssey será o primeiro disco de Rick Wakeman lançado pelo selo Sony Classical, surgido em 1990 divulgando uma série de artistas contemporâneos e clássicos de música erudita. O ex-tecladista do Yes agregará à sua rica discografia mais uma obra que promete ser maravilhosa e abrangerá canções do Queen, de David Bowie e de Franz Liszt, tudo em um só álbum, cada qual com seus devidos rearranjos. Outras informações mais pontuais podem ser encontradas no site do músico. Não perca a data: 14 de outubro. Ouça um trecho de “Cyril wolverine”:


Tracklist:

  1. While My Guitar Gently Weeps
  2. Liebesträume / After The Ball
  3. And You & I
  4. Rocky (The Legacy)
  5. The Boxer
  6. The Wild Eyed Boy From Freecloud
  7. Strawberry Fields Forever
  8. Roundabout
  9. Cyril Wolverine
  10. Jane Seymour
  11. Largos
  12. Bohemian Rhapsody

 

Blue Note Rio terá tributo à Motown

O Blue Note Rio receberá, na noite de 2 de novembro, o Motown Classics Tributo, com a banda carioca Go Black. O tributo abrangerá a fase clássica da Tamla-Motown, gravadora criada por Barry Gordy no fim dos anos 1950, que foi casa de artistas como Marvin Gaye, Diana Ross, The Marvelettes, Jackson 5 e Stevie Wonder, apenas para mencionar alguns nomes. A Motown foi fundamental para a consolidação da black music nos anos 1960 e de suas vertentes, como o soul e o R&B, nos anos subsequentes.

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Disponível no perfil do Blue Note Rio no Facebook

Receptor de shows de artistas nacionais, como Ed Motta, e internacionais, como Chick Corea e sua Elektric Band, o Blue Note é o clube de jazz de maior renome no estado do Rio, buscando resgatar o ambiente boêmio dos clubes de jazz norte-americanos, principalmente de New Orleans, cidade considerada o berço do gênero. O nome da casa é uma homenagem ao maior selo musical de jazz, a Blue Note, responsável pelo lançamento do primeiro disco solo de Herbie Hancock, Takin’ off, entre outros.

O tributo à Motown será dia 2 de novembro, às 22:30 horas, e os ingressos estão à venda no site do Blue Note Rio.

Orquestra Johann Sebastian Rio toca Amy Winehouse, em 31 de outubro

A união do erudito com outros diversos estilos parece não ter fim; e ainda bem. Depois da confirmação de que a Orquestra Sinfônica Petrobras tocará na íntegra o clássico The Dark side of the moon, do Pink Floyd, e hinos do cancioneiro popular nordestino, com participação de Lucy Alves, agora é a vez de a Orquestra Johann Sebastian Rio apresentar, no Teatro Riachuelo, o espetáculo Orquestra Johann Sebastian Rio toca Amy, em 31 de outubro.

O musical terá como repertório canções do ícone pop e soul Amy Winehouse, que faleceu em 2011, aos 27 anos. Será uma espécie de tributo à cantora, prestado por 20 instrumentistas. De acordo com a página do Teatro Riachuelo, serão tocadas canções como “Rehab”, “Back to black” e “Valerie”, com arranjos de Marcelo Caldi, Jessé Sadoc, Ivan Zandonade e Alexandre Caldi. Ao que tudo indica, um setlist que agradará fãs e não fãs de Amy Winehouse.

Amy

Disponível no site do Teatro Riachuelo Rio

A Orquestra Johann Sebastian Rio se tornou popular em 2014, quando se lançou nas redes com um videoclipe em que tocavam Vivaldi, e desde então passaram a se apresentar em casas conhecidas no Rio de Janeiro, como o Theatro Municipal. O espetáculo Orquestra Johann Sebastian Rio toca Amy tem direção artística de Felipe Prazeres, e os músicos são oriundos de variadas orquestras do Rio de Janeiro.

O valor dos ingressos varia entre R$ 25,00 E R$ 100,00, e eles podem ser adquiridos no site Ingresso Rápido (sujeito à taxa de conveniência), na loja Riachuelo Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 321) e no local do espetáculo; nos dois últimos locais, a compra dos ingressos não requer taxa de conveniência.  O espetáculo terá início às 20 horas do dia 31 de outubro, e a classificação é livre. O Teatro Riachuelo fica na Rua do Passeio, 40 – Cinelândia. Para maiores informações, acesse o site  do Teatro Riachuelo Rio.

 

 

Angra fará show na Fundição Progresso em 23 de novembro

O Angra voltará aos palcos do Rio de Janeiro, dessa vez na Fundição Progresso. Depois de ter passado pelo Circo Voador no fim de maio para a divulgação de Omni, disco lançado em fevereiro de 2018, a banda fará pelo menos cinco shows no Brasil ainda este ano, segundo publicações em suas redes sociais.

Angra RJ

Disponível no perfil do Angra no Facebook

show ocorrerá dia 23 de novembro na Fundição Progresso, mas ainda não há informações de venda e horário no site EV7, organizadora do evento também em Juiz de Fora e Belo Horizonte. Além do Angra, tocarão Massacration e Tuatha de Danann, o que é garantia de uma noite com muito heavy metal.

Para maiores informações, acesse as páginas do Angra no Facebook e no Instagram, ou ainda acesse www.ev7live.com.br/angra.

 

Destruction sobe ao palco do Teatro Odisseia, em 18 de setembro

Para não esquecer: os alemães do Destruction sobem ao palco do Teatro Odisseia em 18 de setembro, às 21 horas. Os ingressos custam R$ 240, mas é possível adquiri-los pelo valor de meia, nas categorias de estudante e solidária; nesta, deve-se levar 1 kg de alimento não perecível ao local do show, que deve ser entregue logo na entrada.

O Destruction integra o Big Teutonic 4, o Big 4 alemão, ao lado de Tankard, Sodom e Kreator, três colossos do heavy metal mundial. À semelhança do Big 4 americano (Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax), as bandas do Teutonic 4 também têm como bandeira o thrash metal, estando sempre abertas a renovações, mas se mantendo sempre fiel à essência do gênero.

Destruction

Disponível na página do Overload no Facebook

Os portões do Teatro Odisseia abrem às 19 horas no dia 18 de setembro, e os ingressos podem ser comprados no site Clube do ingresso. O “Latin Attack” é uma excelente oportunidade para ver estes ícones que fizeram a história do metal mundial. O Teatro Odisseia fica na Av. Mem de Sá, 66 – Lapa, e os ingressos também podem ser adquiridos em lojas físicas – loja Scheherazade, na Tijuca (Av. Conde de Bonfim, 346, 2º piso); e loja Sempre Música, no Catete (Rua Corrêa Dutra, 99, loja 216).

Novo álbum do Greta Van Fleet sai em 19 de outubro

Anhtem of the peaceful army, o novo disco do Greta Van Fleet, será lançado em 19 de outubro deste ano. O álbum já está disponível para pré-venda no site da banda, no formatos CD e vinil. A notícia foi divulgada no perfil do Greta Van Fleet no Facebook, mas já havia rumores desse lançamento antes mesmo da publicação oficial, visto que mês passado a banda lançou “When the curtain falls”, sua nova single.

Este será o primeiro full-lenght da banda, ao contrário do que muitos podem pensar, pois From the fires é, na verdade, uma compilação das faixas dos dois primeiros EPs do Greta Van Fleet, em que estão “Highway tune” e “Safari song”, canções que os fizeram ser comparados ao Led Zeppelin em razão de sua sonoridade setentista e principalmente pela forma como canta Josh Kiszka, o vocalista, que guarda muitas similaridades com Robert Plant. No site da banda, uma novidade: além de “When the curtain falls”, é possível ouvir 30 segundos de “Watching over”, faixa nova que fará parte do novo disco.

Greta Van Fleet

Capa de Anthem of the peaceful army, disponível no perfil da banda

O álbum será composto das seguintes faixas, conforme consta no site da banda:

  1. Age of Man
  2. The Cold Wind
  3. When The Curtain Falls
  4. Watching Over
  5. Lover Leaver (Taker Believer)
  6. You’re The One
  7. The New Day
  8. Mountain of the Sun
  9. Brave New World
  10. Anthem

Lançamento do livro “Discobiografia Mutante”, dia 31 de agosto

O sebo Baratos da Ribeiro, referência na zona sul do Rio de Janeiro, recebe na próxima sexta-feira, dia 31 de agosto, o lançamento do livro Discobiografia Mutante: álbuns que revolucionaram a música brasileira, a nova e rica obra de Chris Fuscaldo, “escritora, cantautora, jornalista e blogueira”, segundo consta em sua webpage. Fuscaldo é também autora de Discobiografia Legionária, obra publicada pela editora Leya que tem como material de base os discos do Legião Urbana.

Discobiografia mutante

Disponível em: https://www.catarse.me/

Discobiografia Mutante é resultado de pesquisa iniciada em 2002 por Chris Fuscaldo a respeito de bastidores, importância e histórias até então pouco ou nada contadas da carreira dos Mutantes, banda de rock importantíssima para a contracultura no Brasil, que teve como principais integrantes Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e cujo primeiro disco completa 50 anos em 2018. O livro é fruto de financiamento coletivo por meio da plataforma Catarse, uma das maiores em termos de crowdfounding. Isso demonstra o poder que esses recursos podem ter no que diz respeito ao financiamento cultural e independente de obras musicais, literárias e artísticas de variados gêneros.

A autora não só lançará o livro, como também estará disponível para bate-papo e autógrafos. O evento começa às 19 horas, mas é recomendável que se chegue antes, pois é sempre válido dar uma garimpada nos CDs, LPs e livros à venda nos caixotes e prateleiras da Baratos, dos quais muitos estão a preço de saldo.

O sebo Baratos da Ribeiro, no qual costuma haver eventos culturais toda semana, como conversas temáticas e o Clube do Vinil (capitaneado pelo DJ e gerente Maurício Gouveia), fica na Rua Paulino Fernandes, 15 – Botafogo.

Para repensar o grunge

Em 1991, neste mesmo dia 27 de agosto, o Pearl Jam deu à luz o seu “petardebut”, Ten, que de certa forma definiu as bases daquele subgênero gestado na tão famosa Seattle e que sobrevive ainda nos dias de hoje: o grunge. Que fique claro que tal termo foi cunhado pela mídia a partir da expressão grungy, que significa “sujo”. Mais do que uma referência ao som feito por Soundgarden, Alice in chains, Temple of the dog e Stone temple pilots, o termo fazia referência também ao modo de se vestir e viver dos músicos que compunham tais bandas, cujas principais características passaram a ser os cabelos desgrenhados, as blusas xadrez flaneladas e as jeans rasgadas.

Ten

Disponível em: https://www.discogs.com/

O aniversário de Ten e o lançamento, neste ano, de Stone temple pilots, do grupo de mesmo nome, e de Rainier fog, do Alice in chains, são bons pontos de partida para se repensar este subgênero, o grunge, que foi tão importante para a juventude dos anos 1990. Você deve ter reparado que até agora o Nirvana (talvez o maior nome da estética em questão) não foi mencionado. Pois é; é proposital. É provável que fãs xiitas me ofendam, mas a meu ver o trio composto por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic é o menos grunge de todos os grupos que compõem a cena. Algumas questões técnicas ajudam a compreender esse rompimento; na verdade, tais questões enquadrariam facilmente o Nirvana em outro movimento: o punk londrino da virada dos anos 1970 para 1980. Não é para menos; duas das influências mais importantes de Cobain são o Clash e o Pistols, e isso pode ser comprovado no documentário Montage of heck, que trata da vida de Kurt, desde sua infância, passando por sua adolescência conturbada, até sua curta juventude. E como bom fã de punk, Cobain se valeu da estética simples e pouco trabalhada que teve o objetivo de contestar a harmonia complexa e rica do hard rock e do rock progressivo, que começaram a entrar em declínio no fim dos anos 70. Talvez por isso eu ache que o Nirvana pouco ou nada tem a ver com o grunge, a não ser a indumentária.

Bleach, de 1989, traz em si um som absurdamente sujo, agressivo e gritado, que veio a influenciar muitas bandas de hardcore e do próprio punk que surgiram depois desse período, o que evidencia, mais uma vez, o ciclo punk-Nirvana-punk. Somente em Nevermind, o divisor de águas na carreira da banda, lançado no mesmo ano que Ten, é que o Nirvana começou a desenvolver um som mais “agradável”, com algumas arestas aparadas e como uma tentativa de aliar solos de guitarra melódicos às simplistas sequências de acordes das canções que compõem o disco, reafirmativas das influências londrinas.

Ora, desde seu primeiro disco e até o último o Alice in chains sempre contou com a genialidade harmônica e melódica de Jerry Cantrell. Inclusive, o unplugged do grupo é um dos mais bem-quistos pelos fãs, para alguns é o melhor de todos os MTV Unpluggeds. Em todos os discos da banda é possível notar músicas bem trabalhadas, bem pensadas e com uma sonoridade ao mesmo tempo pesada e limpa. Situação semelhante ocorria com o Soundgarden, que tinha em Chris Cornell o modelo de frontman ideal, visto que cantava e tocava muito bem. Em termos gerais, as bandas ditas grunge, à exceção do Nirvana, sempre tiveram preocupação de fazer um som bem feito, compreensível, que aliasse as indagações líricas e inquietações à sonoridade encorpada que transitava entre o hard rock, o heavy metal e o stoner metal.

O Nirvana foi um fenômeno, e isso é inquestionável, a despeito das críticas à (duvidosa) qualidade da banda. A grande questão é que o grunge é um subgênero que está para além do que o Nirvana representou para a cultura pop (ou poderíamos dizer que o Nirvana esteve e está além do rótulo grunge). O Nirvana foi um fenômeno popular à semelhança do que representa a atual banda seu ex-baterista, o Foo Fighters, no que tange a mover multidões. Não deveriam ter feito a besteira de criar rótulos.

Heck

Disponível em: https://www.amazon.co.uk/

Para aqueles que quiserem compreender com maior profundidade essa ideia que proponho, sugiro que assistam ao documentário que mencionei, Montage of heck. Há entrevistas riquíssimas que ajudam a entender com maior clareza a conturbada vida de Kurt Cobain, com comentários de pessoas que o acompanharam em boa parte de sua vida, com o Krist Novoselic e Courtney Love.

Em tempo, convido-os a ouvirem novamente (ou pela primeira vez, caso não o tenham ouvido) o aniversariante do dia; Ten agrupa grandes sucessos da carreira do Pearl Jam. É um dos mais incríveis álbuns de estreia, de uma das bandas mais relevantes para o rock mundial.